As ideias apresentadas neste blog são meramente indicativas e não terapêuticas.
Cabe portanto, aos pais, a procura de ajuda especializada e adequada.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Distúrbios do sono nas crianças

Em cada idade o sono tem características diferentes. O recém-nascido, por exemplo, dorme de dezasseis a vinte horas por dia, enquanto o jovem adulto dorme oito e o idoso apenas seis ou sete horas.
O sono do bebé é mais longo e diferente do sono dos adultos. Os pais costumam notas que os seus filhos são mais ativos e expressivos mesmo quando estão a dormir. Produzem uma variedade de expressões faciais, incluindo sorrisos, caretas e outras. também fazem ruídos e movimentos. Isso ocorre pois, nos bebés, o processo de inibição das atividades motoras ainda não está amadurecido.
Para a maioria dos pais, um grande marco da infância é a primeira vez que o filho dorme durante uma noite inteira. Em geral, isso não acontece antes dos três meses de idade. Entre os três meses e um ano, a criança estabiliza os seus hábitos de sono, mas ainda não de forma contínua, pois a maioria costuma acordar pelo menos uma vez, exigindo a atenção dos pais.
Os distúrbios do sono estão às vezes relacionados com angústia de separação (a noite é o momento por excelência na qual, ao acordar, a criança tem consciência de estar sozinha) e/ou como resultado de uma mudança nas circunstâncias da família que submete a criança uma tensão extra.

Algumas técnicas que ajudam a criança a dormir:
  • Estabelecer um ritual associado à hora de ir dormir: dar um copo de leite, vestir o pijama, contar uma história, cantar uma canção de embalar, etc...
  • Deixar acesa uma luz bem fraquinha. Não é raro a criança se sentir abandonada quando não consegue enxergar os objetos familiares no quarto escuro.
  • Dar à criança um "objeto de transição": um peluche, um travesseiro ou uma fralda. A função do objeto de transição é suavizar o momento separação dos pais na hora de ir para a cama. Este objeto transmite uma sensação de calor, conforto e segurança.
  • Não dar achocolatados e refrigerantes antes da criança dormir.
  • Não ficar disponível demais para a criança durante a noite. Se ela fizer manha ou chorar, espere um pouco antes de entrar no quarto.
A falta de sono em crianças nem sempre causa sonolência durante o dia, podendo apresentar um conjunto de sintomas muito enganador: o de hiperatividade, dificuldade de relacionamento, irritabilidade e agressividade. Em geral, não se conseguem concentrar quando interagem com adultos e na escola.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

A criança que urina na cama

Chama-se enurese noturna o ato de urinar na cama à noite  de maneira involuntária.
A enurese é primária se a criança ainda não tinha aprendido a ser asseada (a data normal desta aprendizagem é o segundo ano de vida). Entre os 3 e 4 anos pode considerar-se um simples atraso. Depois dos 4 anos a enurese é indiscutível. A enurese chama-se secundária quando se manifesta depois de um período mais ou menos longo de asseio.
Em primeiro lugar devemos excluir a hipótese da enurese ter uma causa orgânica entre elas, a diabetes e problemas no aparelho urinário. Deve-se, portanto, consultar um médico para eventualmente afastar essa possibilidade.
Se fisicamente a criança não apresenta problemas, as razões que a fazem perder o controle urinário à noite podem ser de origem emocional, devendo-se então, verificar se não há condições que possam causar ansiedade ou medo na criança, como por exemplo, a entrada na escola, discussão entre os pais e separação. Por vezes estes fatores são tão difíceis para a criança,que à noite poderá ter o sono agitado em função do stress enfrentado durante o dia.
Como consequência pode não perceber os sinais de bexiga cheia e a vontade de urinar, durante o sono.
Por outro lado, a enurese pode ser produto de um comportamento regressivo por parte da criança.
Temos por exemplo, quando nasce um irmão, a criança pode achar que os pais já não lhe dão atenção e em função disso, passa a comportar-se " como um bebé", voltando a urinar na cama.
Seja qual for a causa, nunca devemos bater, repreender ou ridicularizar a criança, pois além de não surtir efeito, poderá agravar o caso.
Os pais devem tentar verificar qual a provável causa da enurese e se possível tentar resolvê-la.



A criança filha de pais separados

Actualmente assiste-se cada vez mais a crianças com os seus lares desfeitos. Quanto mais perturbados forem os últimos meses de um casamento infeliz e consequente divórcio, maiores serão as possibilidades de haver sequelas no comportamento infantil.
Muitas das vezes a separação é realizada de maneira brusca, com ressentimentos mútuos, onde a criança é colocada numa posição de arbitro. Quando está com a mãe, esta só fala mal do pai e vice-versa. A criança fica num conflito de lealdade, pois não podendo tirar partido de um dos lados, poderá então, manifestar uma alteração no seu comportamento.
São muitos os casos de enurese noturna (urinar na cama à noite), fobia escolar, baixo rendimento académico, medos, tiques nervosos, causados por conflitos familiares.
Outro factor devastador no universo emocional infantil é quando, após a separação, o pai deixa de visitar a criança. Às vezes é a mãe que não permite, outras é o pai que, como forma de agredir a ex-mulher, passa a não visitar os filhos.
O divórcio em si já causa bastante ansiedade na criança, modifica o padrão de vida da família, podendo vir a mudar de casa e ainda ficar privada da presença do pai. O facto de não receber as visitas do pai,causa a sensação de que, de alguma maneira, foi responsável pela separação dos pais. É um sentimento de culpa muito pesado para ser carregado por uma criança.
A melhor forma de lidar comeste problema é ir preparando a criança para a provável separação, explicando-lhe as mudanças que vão acontecer na sua vida.não é preciso falar sobre o motivo, o ideal é falar que "o pai e a mãe já não se gostam como marido e mulher, porém gostam dela da mesma maneira".
Deixe que a criança faça perguntas sobre o que vai acontecer com ela, para um ajuste aos poucos às mudanças que ocorrerão.
Por mais difícil que seja, o casal deve portar-se amigavelmente tendo em vista o bem-estar dos filhos.


quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Estimulando a inteligência do bebé

Todo o esforço para estimular o bebé é interessante, mas os pais não devem forçar a criança. A aprendizagem também depende do afeto: se a mãe conversar com carinho com o bebé e o tratar como um ser inteligente, é claro que ele vai responder a esses estímulos de forma carinhosa e inteligente.

Dicas para estimular a inteligência do seu filho:

  • Durante a gravidez- O bebé ouve a partir do quinto mês de gravidez e conversar faz com que ele se acostume à voz do pai e da mãe. Se contar histórias simples e repetidas, depois do nascimento ele pode até ficar mais calmo quando as ouvir novamente.
  • 0 aos 3 meses- Quando o bebé chorar, fale para mostrar que está por perto antes de atendê-lo. Cante e converse com o rosto perto dele. Massajá-lo desenvolve o tacto e a capacidade afectiva. Use brinquedos e dê objectos  de cores vibrantes para ele pegar, como mordedores e chocalhos.
  • 3 aos 6 meses- Ele já segue os objectos com o olhar. Brincadeiras "escondeu-apareceu" ajudam-no a controlar os sentimentos de tristeza pela perda e de alegria por reencontrar o objecto. Os pais devem conversar com ele com bastante frequência.
  • 6 aos 12 meses- É a altura em que a área da linguagem está no seu momento chave. A partir do sexto mês, o bebé mostra firmeza para sentar e os pais devem estimulá-lo a gatinhar.Devem ajudá-lo também a reconhecer sons, odores e sensações tácteis.
  • 12 aos 18 meses- É a fase em que o bebé começa a andar e a pronunciar as primeiras palavras. Os pais devem estimulá-lo a usar a linguagem e desenvolver a sua coordenação motora.
  • 18 aos 36 meses- Os pais podem utilizar cartolinas para familiarizar a criança com as palavras e com os números.
  • 3 aos 6 anos- A criança é capaz de entender notas musicais e deve brincar com instrumentos simples, como a flauta. É um bom momento para que ela comece a se familiarizar com uma língua estrangeira.
Da gestação até aproximadamente aos seis anos, a mente está no seu melhor momento para assimilar novas informações. Quanto mais os pais conversarem com a criança e propiciarem uma estimulação adequada, melhor será o seu futuro.


sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Atividades Extraescolares

As atividades extraescolares são um meio útil de facilitar a aprendizagem académica, desde que não sejam em grande quantidade (2 vezes por semana é o ideal) e que seja da preferência da criança.
Não deve colocar a sua filha a fazer Ballet se ela é tímida, não gosta de se expor e pretende fazer antes natação.
No que respeita às atividades extraescolares tenho observado dois extremos: por um lado, há crianças que têm muitas atividades e acabam por não ter tempo para brincar e descansar, por outro, há crianças que não fazem nada além das atividades escolares.
Todas as atividades têm os seus pontos positivos, de salientar alguns: as artes marciais, a dança e a ginástica desenvolvem principalmente a coordenação motora, o equilíbrio, a lateralidade, a perceção do próprio corpo no espaço, entre outros.
Os desportos de competição, como o futebol, basquetebol, voleibol, ténis, etc…desenvolvem a disciplina, as regras e aprendem a estar em grupo.
A natação é uma boa opção para as crianças sem apetite, com distúrbios respiratórios, hiperatividade ou com desenvolvimento físico atrasado.
As atividades manuais, como a pintura, o desenho, a cerâmica desenvolve o sentido estético e a motricidade fina.
Os cursos de informática, línguas, matemática desenvolvem o raciocínio e dão maior base à criança.
Seja qual for a atividade escolhida, selecione um ginásio, um clube ou academia ofereça várias opções de horário e tenha professores experientes para trabalhar com crianças.
Muitos pais tiram a criança da atividade que gosta, quando esta tem negativas na escola, a título de castigo. Na prática isso não resulta, retirá-la não garante que vá estudar mais.
A criança até pode estar com o caderno de matemática à sua frente, mas poderá estar a pensar no futebol.
É através da prática desportiva que a criança pode aliviar as tensões acumuladas, extravasando-as. Ao mesmo tempo, o apoio dos colegas, as cobranças e exigências dos seus treinadores, fazem com que procure superar as dificuldades não só na competição como na escola.
Incentive e peça resultados.



             

domingo, 9 de novembro de 2014

O pote

Um professor, prepara-se para uma aula de filosofia. Tem diante dele alguns itens. Quando a aula começa, sem dizer uma palavra, o mestre pega num grande pote vazio e começa a enchê-lo com bolas de golfe. Então, pergunta aos alunos se o pote está cheio. Todos concordam que está.
Em seguida, o professor pega em vários berlindes pequenos e os despeja no pote. Os berlindes rolam pelas áreas disponíveis entre as bolas de golfe. E, mais uma vez, o professor pergunta se o jarro ficou cheio. Sim, todos concordam.
Mas agora o professor pega numa caixa de areia e a despeja no pote. Claro que a areia ocupou todos os espaços restantes. E a classe, mais uma vez, assente que o pote desta vez está completamente cheio.
Foi aí que o mestre apareceu com duas chávenas de café que estavam debaixo da mesa. E as derramou no pote, desta vez efetivamente lotando todo o espaço. Os estudantes riram.
"Agora, disse o professor, enquanto a turma ria, quero que vocês considerem este pote como representante das vossas vidas. As bolas de golfe são as coisas importantes: família, filhos, saúde, amigos, as suas paixões, coisas que, se tudo o mais fosse perdido e só elas ficassem, as vossas vidas ainda continuariam repletas".
"Os berlindes são as outras coisas que importam: o trabalho, a casa, o carro. E a areia representa o resto, as pequenas coisas", explicou o mestre.
"Se colocarmos a areia primeiro no jarro", continuou, não haverá espaço para as coisas que são verdadeiramente importantes para nós. Temos que prestar mais atenção aquilo que é crítico para a nossa felicidade. Brincar com os filhos, ter tempo para praticar desporto, sair com a família e tratar da nossa saúde.
"Sempre haverá tempo para arrumar a casa, lavar o carro. Verifique as suas prioridades, pois o resto é areia", finalizou o professor.
Foi quando um estudante levantou a mão e perguntou o que o café representava.
O professor sorriu: "Ainda bem que perguntou. Ele demonstra que não importa o quanto a sua vida parece cheia, sempre haverá espaço para tomar café com um amigo".

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Alguns segredos educativos

Alguns segredos educativos que tenho utilizado na educação dos meus filhos

  • A educação dos filhos apoia-se nalguns pilares básicos, entre os quais convém destacar o afeto, o diálogo, a autoridade, o respeito e a coerência.
  • O acordo e apoio mútuo entre os pais no que se refere à educação dos filhos são básicos. Evita que se produzam arbitrariedades e discussões que desorientam o filho. Quando um pai repreende o filho, mesmo que o cônjuge não concorde, este  não deve em frente ao filho contrariar a repreensão. Deve sim faze-lo em privado.
  • Culpabilizar ou culpar o cônjuge do aparecimento de determinados comportamentos problemáticos nos filhos não contribui para facilitar a sua solução. Essa energia será mais bem canalizada numa busca conjunta de estratégias educativas alternativas.
  • A comunicação, a compreensão e o diálogo com os filhos aumenta a confiança destes nos pais, evita confusões, previne o aparecimento de problemas e facilita a sua resolução.
  • As comparações entre os filhos, ou as destes com outras crianças, podem produzir um efeito negativo.
  • Os problemas pessoais dos pais podem interferir nas relações entre pais e filhos. Em certas alturas, o filho é que « paga as favas». Pedir desculpa a um filho joga a favor da imagem paterna e beneficia a relação.
  • O ambiente familiar estável permite uma evolução psicológica mais equilibrada e harmoniosa.
  • As brincadeiras permitem desenvolver a motricidade, a imaginação, a criatividade, a sociabilidade, a aceitação de regras e normas de grupo. Estimulam a perceção, a atenção, a concentração, a inteligência, a memória.
  • O afeto  que o filho recebe dos pais ajuda ao seu posterior desenvolvimento pessoal, intelectual e social. A mãe é um importante ponto de referência para o recém-nascido.
  • Os pais são os primeiros e principais agentes de socialização. Modelam o comportamento do filho, gerindo prémios e castigos. Posteriormente terá também importância a relação com outros membros da família, amigos, professores, etc.
  • Nos primeiros anos de vida, os filhos precisam de normas claras quanto a horários, hábitos, regras de comportamento e convivência. A ausência destas pode causar desorientação e conflitos.
  • Antes de pedir à criança que faça algo, tem de se lhe ensinar como se faz, de um modo que ela o possa entender, ou apresentando um modelo.
  • Prémio e castigo devem ser imediatos à ocorrência do comportamento. Pode-se prolongar o prémio. O castigo terá sempre de ser imediato.
  • Tem de ser cumprir o prometido. Não cumprir uma promessa deteriora a imagem dos pais, gera desconfiança e insegurança, e faz com que futuras promessas de prémio ou castigos percam significado.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

A criança que tudo quer

A criança é bastante imediatista. Quando deseja alguma coisa tem de ser satisfeita quando e como ela quer. Ao mesmo tempo, o que era importante há 10 minutos atrás, passado esse tempo, já não tem mais importância, pois já está interessada em outra coisa nova.
Os pais quando colocam limites, quanto ao que comprar, quando e porquê, vão ensinando a criança a perceber o que é importante, o que é caro, o que é possível e o que é necessário.
Este é o papel do educador, que vai formando o indivíduo para o futuro.
O grande problema coloca-se quando os pais, por se sentirem em falta com a criança, por vezes, por não terem tempo, outras vezes por serem pais separados, não conseguem impor limites aos pedidos, cedendo sempre às vontades da criança. A criança não aprende o valor das coisas, não aprende a esperar e acaba por não aproveitar o que pediu, pois tudo lhe vem de forma muito fácil. O mais grave é que fica com a noção de que afeto é igual a ganhar coisas, e a sua noção de amar e ser amado ficará deturpada. Irá crescer achando que pode ter tudo o que quer. Que o mundo está aqui para servi-la, cabendo-lhe apenas o papel de pedinte e não de conquistar pelos seus próprios méritos o que deseja.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Todas as crianças precisam de um professor(a) campeã(o)!!

Birras para que te quero

A partir dos 2 anos aparecem as Birras nas crianças.

A Birra é uma resposta emocional intensa da criança para conseguir o que quer, quando elas gritam, comunicam uma necessidade.

Assistimos no supermercado a crianças que se atiram para o chão quando os pais não lhes dão o que elas querem e os pais cedem ,dando  o brinquedo o mais rápido possível para que a criança termine com aquele comportamento. Mas afinal, o que acontece é que a criança fica a perceber que a Birra funciona.
Mas nós os pais sabemos que esta não é a melhor maneira de conseguir algo. Mas explicar à criança é o grande desafio que se coloca aos pais, bem como, o de ultrapassar essa situação.
Para ultrapassar essa situação não devemos entrar no jogo da criança, não devemos ceder.

O que podemos fazer?

Devemos manter a calma, olhar nos olhos da criança e explicar que não estamos a compreender o que ela quer, porque aos gritos não conseguimos perceber o que a criança quer e dizer-lhe que só quando se acalmar pode falar com os pais.
Se ela continuar com a Birra, devemos interromper aquele momento (supermercado,etc..) e regressar a casa.
Se nos comportarmos assim os nossos filhos vão aprender a comunicar e ser compreendidos.
Quando a criança souber parar para falar, devemos valorizar esse momento, podemos dar um abraço, podemos dizer que agora já percebi o que quer.
Eu não levava os meus filhos ao supermercado, pois sabia que o supermercado estava estruturado para ser atraente para as crianças, afinal são elas que acabam por colocar mais coisas no carrinho que os próprios pais.
Devemos ensinar que tudo tem limites e que quando sabemos isso , abre-nos  caminho para um convívio saudável com os outros e para uma boa integração na sociedade. As regras são fundamentais.




segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Dormindo no quarto dos pais

Quando o bebé nasce, os pais, com frequência, levam-no para o seu quarto, com a finalidade de facilitar o exercício da nova função: serem pais. As amamentações noturnas, o sono interrompido, o choro, fazem com que até aos quatro meses a sua presença no quarto seja bastante compreensível, pois o bebé precisa de cuidados mais intensos.
Por volta dos quatro meses torna-se necessária uma separação física, que o bebé, tenha o seu berço transferido para um outro quarto, com a finalidade de ter o seu próprio ambiente.
Muitos pais resistem à ideia de não manter os seus filhos ao seu lado durante a noite.
Não é benéfica para nenhuma das partes a manutenção dessa situação inicial. Cria-se uma dependência na criança que só se sentirá segura se acompanhada pela figura protetora dos pais e apresentará dificuldade em estar isolada deles em diferentes ambientes.
O bebé necessita estabelecer um ritmo de sono adequado no seu próprio quarto. Após os quatro meses, dormir sem a presença dos pais torna-se mais tranquilo, pois ele não será tão frequentemente incomodado pelas observações constantes que os pais fazem acendendo os candeeiros para controlar o sono do bebé, oferecendo a amamentação sem que o bebé manifeste desejo de se alimentar, acordando-o para trocá-lo sem que ele demonstre estar incomodado com a fralda molhada, entre outras coisas. Se o bebé realmente necessitar, os pais podem ter certeza que serão acordados ao ouvir o seu choro no outro quarto.
Quando a criança é acostumada a dormir no quarto sozinha, é facilitado o rompimento da sua dependência emocional, desenvolvendo o conceito de estar segura mesmo longe dos pais. Quando houver a necessidade dos pais se ausentarem, por algum motivo, a criança terá mais facilidade de se adaptar à situação de estar distante, momentaneamente dos mesmos, percebendo que nada de mau lhe acontece durante a ausência deles.
Sei que não é tarefa fácil, pois é mais cómodo para os pais dar o leite, ao mudar a fralda com a criança ali ao lado. Mas acreditem que tanto os pais como a criança serão beneficiados.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

As Crianças Aprendem o que Vivem

Se uma criança vive na crítica
                              Aprende a Condenar.
Se uma criança vive na hostilidade
                              Aprende a Guerrear.
Se uma criança vive no ridículo
                              Aprende a ser Tímida.
Se uma criança vive na vergonha
                              Aprende a sentir-se Culpada.
Se uma criança vive na tolerância
                              Aprende a ser Paciente.
Se uma criança vive com encorajamento
                              Aprende a ser Confiante.
Se uma criança vive com aplauso
                              Aprende a Valorizar.
Se uma criança vive na equidade
                              Aprende a ser Justa.
Se uma criança vive na segurança
                              Aprende a ter Fé.
Se uma criança vive na aprovação
                              Aprende a Apreciar-se.
Se uma criança vive na honestidade
                              Aprende a Verdade.
Se uma criança vive na aceitação e na amizade
                              Aprende a encontrar amor no Mundo.

Importância dos Contos


Para além de entreterem, os contos e os desenhos animados também educam num certo sentido. As histórias que apresentam permitem ás crianças compreender algumas realidades, aprender o porquê dos comportamentos humanos e as suas consequências. As fábulas e histórias vão transmitindo de modo subtil muitos valores.
  • Pinóquio: o boneco de madeira a quem crescia o nariz de cada vez que mentia e que se transforma num menino de verdade devido ao amor do pai. Não ouve a voz da sua consciência, o Grilo Falante, e aprende uma amarga lição ao experimentar as consequências nefastas do seu comportamento irresponsável.
  • O Rei Leão:numa das cenas , o filho põe em risco a vida quando desobedece ao pai, que o repreende com firmeza e autoridade mas com carinho.Ensina-lhe as consequências que poderiam ter surgido do seu comportamento e confessa que teve medo de o perder. O pai vítima d uma trama tecida pelo seu próprio irmão para ficar com o poder. A culpabilidade do jovem leão irmão fá-lo abandonar a família e fugir à responsabilidade.
  • A Dama e o Vagabundo:a relação entre dois cães procedentes de ambientes muito diferentes(de um bairro marginal e da casa abastada de uma família da classe média-alta da cidade).O vagabundo mostra o quanto vale, reenduca-se, assenta e , por fim, integra-se no lar da dama.
É interessante observar o papel que os pais desempenham na história:estão presentes ou ausentes, como é a relação com o filho, que resultados obtêm as personagens com as suas diferentes maneiras de agir, etc.
Os contos mostram-nos como enfrentar os conflitos, a melhor maneira para resolver injustiças, quem são os «bons» e os «maus» da história. Nós os pais, depois de vermos o filme com os nossos filhos, devemos aproveitar para conversar com eles acerca do conteúdo e fazer uma reflexão sobre a história. Ver filmes com os nossos filhos e poder comentá-los permite-nos «acabá-los». Podemos ajustar as suas mensagens, delimitar o seu dramatismos, aproximá-las da nossa realidade.



A Criança é o Futuro


 A sociedade atualmente atravessa uma era fundamentalmente tecnológica, o que equivale a dizer que exige dos individuos perfeição e rapidez.
Na pressa, na avidez pelos bens materiais e no stress pela obtenção do melhor desempenho, os individuos modificaram o seu modo de vida e a grande mudança, da qual só agora começamos a perceber as consequências nada agradáveis para a espécie, deu-se principalmente na área de educação infantil.

 Consideremos alguns fatores:
  1. O convivio dos bébés com familiares foi substituído por creches e pré-escolas.
  2. A casa deixou de ser o lugar de convivio com os entes queridos, para transformar-se no local onde se dorme e se toma banho.
  3. Alguns jovens casais de hoje foram criados "à moda da TV", desconhecendo por completo a tradição das cantigas de adormecer, contos de fadas, comida caseira, brincadeiras de grupo e ao ar livre. A atenção dos filhos fica para depois da novela, depois do jogo de futebol, depois de todos aqueles telefonemas inadiáveis. As crianças adormecem em frente de algum aparelho electrónico como a Playstation, computador ou televisão.
  4. nos média atuais, os relacionamentos humanos são banalizados, os assuntos sérios são trsnformados em tremendas piadas. Onde procurar um significado para a vida?
  5. Atitudes desportivas, educação musical, convivio de lazer saudável tornam-se privilégios.
E a criança , como fica?
Um coração infantil alimenta-se de sonho, de esperança, de fantasia. Ao dedicarmo-nos aos nossos filhos estamos a alimentar também a nossa criança interior, fornecendo-lhes a esperança e o consolo que talvez não tenhamos recebido.
Mais do que nunca as nossas crianças precisam do faz-de-conta, da brincadeira e da atenção carinhosa dos pais.

Afinal, a criança é o futuro.

Rui Ribeiro.



Conselhos de Pai

Pretendo com este Blog dar a minha experiência como pai e cuidador dos meus filhos.
São dicas e experiências passadas por mim com os meus filhos que poderão servir de ajuda a outros pais.