As ideias apresentadas neste blog são meramente indicativas e não terapêuticas.
Cabe portanto, aos pais, a procura de ajuda especializada e adequada.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

A criança filha de pais separados

Actualmente assiste-se cada vez mais a crianças com os seus lares desfeitos. Quanto mais perturbados forem os últimos meses de um casamento infeliz e consequente divórcio, maiores serão as possibilidades de haver sequelas no comportamento infantil.
Muitas das vezes a separação é realizada de maneira brusca, com ressentimentos mútuos, onde a criança é colocada numa posição de arbitro. Quando está com a mãe, esta só fala mal do pai e vice-versa. A criança fica num conflito de lealdade, pois não podendo tirar partido de um dos lados, poderá então, manifestar uma alteração no seu comportamento.
São muitos os casos de enurese noturna (urinar na cama à noite), fobia escolar, baixo rendimento académico, medos, tiques nervosos, causados por conflitos familiares.
Outro factor devastador no universo emocional infantil é quando, após a separação, o pai deixa de visitar a criança. Às vezes é a mãe que não permite, outras é o pai que, como forma de agredir a ex-mulher, passa a não visitar os filhos.
O divórcio em si já causa bastante ansiedade na criança, modifica o padrão de vida da família, podendo vir a mudar de casa e ainda ficar privada da presença do pai. O facto de não receber as visitas do pai,causa a sensação de que, de alguma maneira, foi responsável pela separação dos pais. É um sentimento de culpa muito pesado para ser carregado por uma criança.
A melhor forma de lidar comeste problema é ir preparando a criança para a provável separação, explicando-lhe as mudanças que vão acontecer na sua vida.não é preciso falar sobre o motivo, o ideal é falar que "o pai e a mãe já não se gostam como marido e mulher, porém gostam dela da mesma maneira".
Deixe que a criança faça perguntas sobre o que vai acontecer com ela, para um ajuste aos poucos às mudanças que ocorrerão.
Por mais difícil que seja, o casal deve portar-se amigavelmente tendo em vista o bem-estar dos filhos.


quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Estimulando a inteligência do bebé

Todo o esforço para estimular o bebé é interessante, mas os pais não devem forçar a criança. A aprendizagem também depende do afeto: se a mãe conversar com carinho com o bebé e o tratar como um ser inteligente, é claro que ele vai responder a esses estímulos de forma carinhosa e inteligente.

Dicas para estimular a inteligência do seu filho:

  • Durante a gravidez- O bebé ouve a partir do quinto mês de gravidez e conversar faz com que ele se acostume à voz do pai e da mãe. Se contar histórias simples e repetidas, depois do nascimento ele pode até ficar mais calmo quando as ouvir novamente.
  • 0 aos 3 meses- Quando o bebé chorar, fale para mostrar que está por perto antes de atendê-lo. Cante e converse com o rosto perto dele. Massajá-lo desenvolve o tacto e a capacidade afectiva. Use brinquedos e dê objectos  de cores vibrantes para ele pegar, como mordedores e chocalhos.
  • 3 aos 6 meses- Ele já segue os objectos com o olhar. Brincadeiras "escondeu-apareceu" ajudam-no a controlar os sentimentos de tristeza pela perda e de alegria por reencontrar o objecto. Os pais devem conversar com ele com bastante frequência.
  • 6 aos 12 meses- É a altura em que a área da linguagem está no seu momento chave. A partir do sexto mês, o bebé mostra firmeza para sentar e os pais devem estimulá-lo a gatinhar.Devem ajudá-lo também a reconhecer sons, odores e sensações tácteis.
  • 12 aos 18 meses- É a fase em que o bebé começa a andar e a pronunciar as primeiras palavras. Os pais devem estimulá-lo a usar a linguagem e desenvolver a sua coordenação motora.
  • 18 aos 36 meses- Os pais podem utilizar cartolinas para familiarizar a criança com as palavras e com os números.
  • 3 aos 6 anos- A criança é capaz de entender notas musicais e deve brincar com instrumentos simples, como a flauta. É um bom momento para que ela comece a se familiarizar com uma língua estrangeira.
Da gestação até aproximadamente aos seis anos, a mente está no seu melhor momento para assimilar novas informações. Quanto mais os pais conversarem com a criança e propiciarem uma estimulação adequada, melhor será o seu futuro.


sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Atividades Extraescolares

As atividades extraescolares são um meio útil de facilitar a aprendizagem académica, desde que não sejam em grande quantidade (2 vezes por semana é o ideal) e que seja da preferência da criança.
Não deve colocar a sua filha a fazer Ballet se ela é tímida, não gosta de se expor e pretende fazer antes natação.
No que respeita às atividades extraescolares tenho observado dois extremos: por um lado, há crianças que têm muitas atividades e acabam por não ter tempo para brincar e descansar, por outro, há crianças que não fazem nada além das atividades escolares.
Todas as atividades têm os seus pontos positivos, de salientar alguns: as artes marciais, a dança e a ginástica desenvolvem principalmente a coordenação motora, o equilíbrio, a lateralidade, a perceção do próprio corpo no espaço, entre outros.
Os desportos de competição, como o futebol, basquetebol, voleibol, ténis, etc…desenvolvem a disciplina, as regras e aprendem a estar em grupo.
A natação é uma boa opção para as crianças sem apetite, com distúrbios respiratórios, hiperatividade ou com desenvolvimento físico atrasado.
As atividades manuais, como a pintura, o desenho, a cerâmica desenvolve o sentido estético e a motricidade fina.
Os cursos de informática, línguas, matemática desenvolvem o raciocínio e dão maior base à criança.
Seja qual for a atividade escolhida, selecione um ginásio, um clube ou academia ofereça várias opções de horário e tenha professores experientes para trabalhar com crianças.
Muitos pais tiram a criança da atividade que gosta, quando esta tem negativas na escola, a título de castigo. Na prática isso não resulta, retirá-la não garante que vá estudar mais.
A criança até pode estar com o caderno de matemática à sua frente, mas poderá estar a pensar no futebol.
É através da prática desportiva que a criança pode aliviar as tensões acumuladas, extravasando-as. Ao mesmo tempo, o apoio dos colegas, as cobranças e exigências dos seus treinadores, fazem com que procure superar as dificuldades não só na competição como na escola.
Incentive e peça resultados.



             

domingo, 9 de novembro de 2014

O pote

Um professor, prepara-se para uma aula de filosofia. Tem diante dele alguns itens. Quando a aula começa, sem dizer uma palavra, o mestre pega num grande pote vazio e começa a enchê-lo com bolas de golfe. Então, pergunta aos alunos se o pote está cheio. Todos concordam que está.
Em seguida, o professor pega em vários berlindes pequenos e os despeja no pote. Os berlindes rolam pelas áreas disponíveis entre as bolas de golfe. E, mais uma vez, o professor pergunta se o jarro ficou cheio. Sim, todos concordam.
Mas agora o professor pega numa caixa de areia e a despeja no pote. Claro que a areia ocupou todos os espaços restantes. E a classe, mais uma vez, assente que o pote desta vez está completamente cheio.
Foi aí que o mestre apareceu com duas chávenas de café que estavam debaixo da mesa. E as derramou no pote, desta vez efetivamente lotando todo o espaço. Os estudantes riram.
"Agora, disse o professor, enquanto a turma ria, quero que vocês considerem este pote como representante das vossas vidas. As bolas de golfe são as coisas importantes: família, filhos, saúde, amigos, as suas paixões, coisas que, se tudo o mais fosse perdido e só elas ficassem, as vossas vidas ainda continuariam repletas".
"Os berlindes são as outras coisas que importam: o trabalho, a casa, o carro. E a areia representa o resto, as pequenas coisas", explicou o mestre.
"Se colocarmos a areia primeiro no jarro", continuou, não haverá espaço para as coisas que são verdadeiramente importantes para nós. Temos que prestar mais atenção aquilo que é crítico para a nossa felicidade. Brincar com os filhos, ter tempo para praticar desporto, sair com a família e tratar da nossa saúde.
"Sempre haverá tempo para arrumar a casa, lavar o carro. Verifique as suas prioridades, pois o resto é areia", finalizou o professor.
Foi quando um estudante levantou a mão e perguntou o que o café representava.
O professor sorriu: "Ainda bem que perguntou. Ele demonstra que não importa o quanto a sua vida parece cheia, sempre haverá espaço para tomar café com um amigo".

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Alguns segredos educativos

Alguns segredos educativos que tenho utilizado na educação dos meus filhos

  • A educação dos filhos apoia-se nalguns pilares básicos, entre os quais convém destacar o afeto, o diálogo, a autoridade, o respeito e a coerência.
  • O acordo e apoio mútuo entre os pais no que se refere à educação dos filhos são básicos. Evita que se produzam arbitrariedades e discussões que desorientam o filho. Quando um pai repreende o filho, mesmo que o cônjuge não concorde, este  não deve em frente ao filho contrariar a repreensão. Deve sim faze-lo em privado.
  • Culpabilizar ou culpar o cônjuge do aparecimento de determinados comportamentos problemáticos nos filhos não contribui para facilitar a sua solução. Essa energia será mais bem canalizada numa busca conjunta de estratégias educativas alternativas.
  • A comunicação, a compreensão e o diálogo com os filhos aumenta a confiança destes nos pais, evita confusões, previne o aparecimento de problemas e facilita a sua resolução.
  • As comparações entre os filhos, ou as destes com outras crianças, podem produzir um efeito negativo.
  • Os problemas pessoais dos pais podem interferir nas relações entre pais e filhos. Em certas alturas, o filho é que « paga as favas». Pedir desculpa a um filho joga a favor da imagem paterna e beneficia a relação.
  • O ambiente familiar estável permite uma evolução psicológica mais equilibrada e harmoniosa.
  • As brincadeiras permitem desenvolver a motricidade, a imaginação, a criatividade, a sociabilidade, a aceitação de regras e normas de grupo. Estimulam a perceção, a atenção, a concentração, a inteligência, a memória.
  • O afeto  que o filho recebe dos pais ajuda ao seu posterior desenvolvimento pessoal, intelectual e social. A mãe é um importante ponto de referência para o recém-nascido.
  • Os pais são os primeiros e principais agentes de socialização. Modelam o comportamento do filho, gerindo prémios e castigos. Posteriormente terá também importância a relação com outros membros da família, amigos, professores, etc.
  • Nos primeiros anos de vida, os filhos precisam de normas claras quanto a horários, hábitos, regras de comportamento e convivência. A ausência destas pode causar desorientação e conflitos.
  • Antes de pedir à criança que faça algo, tem de se lhe ensinar como se faz, de um modo que ela o possa entender, ou apresentando um modelo.
  • Prémio e castigo devem ser imediatos à ocorrência do comportamento. Pode-se prolongar o prémio. O castigo terá sempre de ser imediato.
  • Tem de ser cumprir o prometido. Não cumprir uma promessa deteriora a imagem dos pais, gera desconfiança e insegurança, e faz com que futuras promessas de prémio ou castigos percam significado.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

A criança que tudo quer

A criança é bastante imediatista. Quando deseja alguma coisa tem de ser satisfeita quando e como ela quer. Ao mesmo tempo, o que era importante há 10 minutos atrás, passado esse tempo, já não tem mais importância, pois já está interessada em outra coisa nova.
Os pais quando colocam limites, quanto ao que comprar, quando e porquê, vão ensinando a criança a perceber o que é importante, o que é caro, o que é possível e o que é necessário.
Este é o papel do educador, que vai formando o indivíduo para o futuro.
O grande problema coloca-se quando os pais, por se sentirem em falta com a criança, por vezes, por não terem tempo, outras vezes por serem pais separados, não conseguem impor limites aos pedidos, cedendo sempre às vontades da criança. A criança não aprende o valor das coisas, não aprende a esperar e acaba por não aproveitar o que pediu, pois tudo lhe vem de forma muito fácil. O mais grave é que fica com a noção de que afeto é igual a ganhar coisas, e a sua noção de amar e ser amado ficará deturpada. Irá crescer achando que pode ter tudo o que quer. Que o mundo está aqui para servi-la, cabendo-lhe apenas o papel de pedinte e não de conquistar pelos seus próprios méritos o que deseja.