As ideias apresentadas neste blog são meramente indicativas e não terapêuticas.
Cabe portanto, aos pais, a procura de ajuda especializada e adequada.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

O Tempo


Atividade

Arranje  várias caixas de fósforos e pinte-as com cores apelativas (peça a ajuda da criança para as colorir). De seguida, cole uma adivinha na parte de fora da caixa e no seu interior cole a solução.
Por fim, diga a adivinha e depois da criança responder, deixe a criança abrir a caixa para saber se acertou ou não. Divirtam-se!







terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Conversando com as crianças sobre a morte

O significado dado à morte pela criança varia de acordo com alguns fatores, entre os quais o primeiro a ser considerado é a idade.
Assim que a criança tiver idade suficiente para se vincular, pode ter consciência da possibilidade de perder a pessoa amada, de ter os vínculos rompidos.
Desde pequena a criança tem consciência da existência da morte, embora essa consciência possa não ser identificada pelos adultos, pois é expressa com os recursos disponíveis pela criança. Nem sempre ela fala da morte, mas pode representá-la lúdica ou graficamente.
No âmbito familiar, uma grande dificuldade para os pais está exactamente na necessidade que a criança tem de fazer perguntas muitas vezes complexas. Colocam questões profundas sobre o ser humano, sobre a vida e sobre a morte. Quando alguém da família de uma criança morre, ainda que se tente omitir ou negar, ela irá perceber através das atitudes transformadas ao redor. O facto é que, mais cedo ou mais tarde, ela vai descobrir. Omitir-lhe a verdade seria algo grave, seria como ignorá-la só porque ela não fala como os adultos, como exclui-la da família e pior ainda, se as pessoas mais próximas em que ela deposita toda a sua confiança não forem capazes de falar sinceramente sobre a morte, ela tomará isso como um modelo a seguir e nem ousará perguntar a respeito daquilo que a sua percepção lhe diz.
O que o adulto não sabe, é que as crianças questionam sem angústia a respeito da morte até cerca dos sete anos. Por volta dos três anos de idade esta questão começa a aparecer.
Existem animais domésticos que morrem, elas ouvem histórias, conversas, o conceito de que as coisas acabam e que os limites existem, já estão estabelecidos desde muito cedo.
Se a criança estiver bem amparada, terá mais possibilidades de elaborar, da forma mais sadia possível, o momento do luto.
A conclusão de uma conversa franca com uma criança sobre a morte, sem medo, tem sempre um tom positivo, só de facto de estar perto, falar a respeito e ouvir, já é positivo.Todos os seres humanos aceitam a morte de uma forma singular. Devemos respeitar, no mínimo, a maneira que as crianças encontram para superar o momento da morte. Elas têm perguntas e buscam o conhecimento e nós adultos, que muitas vezes, acreditamos que sabemos muito, ouvimos delas as melhores respostas para as perguntas que não saberíamos responder.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015


Medos infantis

Toda a criança pode apresentar algum medo específico no decorrer das suas experiências de vida, porém alguns medos são colocados pelos próprios pais.
Quantas vezes já ouvimos uma mãe dizer ao filho: "Se não comes a sopa, vais tomar uma injecção" resultado: sempre que a criança vai tomar uma vacina ou entra num consultório médico começa a chorar e  mãe a ralhar com ela. ora, quem é que ensinou a ter medo da injecção? Foi a própria mãe.
Outras mães ensinam o medo dos ciganos, do papão, do polícia, etc... e depois não entendem porque é que a criança reage com choro diante de estranhos!
A criança imita o comportamento do adulto, portanto, se vê a mãe com medo da trovoada, de lugares estranhos, etc... tenderá a ter medo das mesmas situações em que vê o adulto a ter medo.
Quando o medo já está instalado, não devemos forçar a criança a enfrentá-lo, porém devemos encorajá-la a fazê-lo gradualmente.Por exemplo, a criança tem medo de entrar no mar, brinque com ela na areia para que se vá acostumando ao barulho das ondas, etc.... Quando menos esperar, o medo vai passar.
Em qualquer caso de medo às coisas ou situações deve-se ter paciência, fazendo a criança enfrentar o medo adequado quando se trata de crianças.



quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Distúrbios do sono nas crianças

Em cada idade o sono tem características diferentes. O recém-nascido, por exemplo, dorme de dezasseis a vinte horas por dia, enquanto o jovem adulto dorme oito e o idoso apenas seis ou sete horas.
O sono do bebé é mais longo e diferente do sono dos adultos. Os pais costumam notas que os seus filhos são mais ativos e expressivos mesmo quando estão a dormir. Produzem uma variedade de expressões faciais, incluindo sorrisos, caretas e outras. também fazem ruídos e movimentos. Isso ocorre pois, nos bebés, o processo de inibição das atividades motoras ainda não está amadurecido.
Para a maioria dos pais, um grande marco da infância é a primeira vez que o filho dorme durante uma noite inteira. Em geral, isso não acontece antes dos três meses de idade. Entre os três meses e um ano, a criança estabiliza os seus hábitos de sono, mas ainda não de forma contínua, pois a maioria costuma acordar pelo menos uma vez, exigindo a atenção dos pais.
Os distúrbios do sono estão às vezes relacionados com angústia de separação (a noite é o momento por excelência na qual, ao acordar, a criança tem consciência de estar sozinha) e/ou como resultado de uma mudança nas circunstâncias da família que submete a criança uma tensão extra.

Algumas técnicas que ajudam a criança a dormir:
  • Estabelecer um ritual associado à hora de ir dormir: dar um copo de leite, vestir o pijama, contar uma história, cantar uma canção de embalar, etc...
  • Deixar acesa uma luz bem fraquinha. Não é raro a criança se sentir abandonada quando não consegue enxergar os objetos familiares no quarto escuro.
  • Dar à criança um "objeto de transição": um peluche, um travesseiro ou uma fralda. A função do objeto de transição é suavizar o momento separação dos pais na hora de ir para a cama. Este objeto transmite uma sensação de calor, conforto e segurança.
  • Não dar achocolatados e refrigerantes antes da criança dormir.
  • Não ficar disponível demais para a criança durante a noite. Se ela fizer manha ou chorar, espere um pouco antes de entrar no quarto.
A falta de sono em crianças nem sempre causa sonolência durante o dia, podendo apresentar um conjunto de sintomas muito enganador: o de hiperatividade, dificuldade de relacionamento, irritabilidade e agressividade. Em geral, não se conseguem concentrar quando interagem com adultos e na escola.