As ideias apresentadas neste blog são meramente indicativas e não terapêuticas.
Cabe portanto, aos pais, a procura de ajuda especializada e adequada.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

JIL- Jogos Interativos de Leitura

JIL é o acrónimo de Jogos Interativos de Leitura. Tem como objetivos: a) promover a motivação para a leitura e para a escrita; b) desenvolver a linguagem oral; c) desenvolver competências, atitudes e conhecimentos face à linguagem escrita; d) perceber para que serve ler e escrever.O JIL inclui oito histórias, da autoria de Luísa Ducla Soares, apresentadas em formato áudio, e um conjunto de jogos digitais. Não tem como finalidade antecipar o ensino da leitura e da escrita do 1.º ano do 1.º ciclo do ensino básico, mas sim desenvolver conhecimentos e competências que são facilitadores da aprendizagem da leitura e da escrita.O JIL é um recurso para os pais e um guia para a leitura de outros livros. Os diferentes jogos propostos podem ser adaptados a outros contos. Pretende-se que os pais se apercebam do papel fundamental que desempenham no desenvolvimento geral dos seus filhos e em particular no gosto pela leitura, bem como incentivar momentos de partilha entre pais e filhos que apoiem novas descobertas. É importante que as crianças procurem sentidos para o que ouvem ler e para o que veem escrito no seu dia a dia, pois deste modo vão desenvolvendo conceções sobre as funções da leitura e da escrita. Acima de tudo, vão-se apercebendo das portas que a leitura e a escrita podem abrir e dos mundos que podem conhecer sendo leitores. Ler PARA e COM os filhos, associando a leitura a “tempo de mimo” é a melhor forma de motivar para a leitura, fazendo nascer o desejo de ler de forma autónoma.

A quem se destina?
O JIL é destinado a crianças de idade pré-escolar (4 a 5/6 anos) e deve ser jogado em conjunto com os pais ou com outros adultos. Todavia, pode também ser jogado por crianças mais novas ou mais velhas.

O que é preciso para jogar o JIL?
É necessário usar um computador com ligação à internet. Para aceder entre em http://www.rbe.min-edu.ptou http://www.cm-matosinhos.pt. O acesso é livre. Sempre que aceder deixe o seu(sua) filho(a) vê-lo(a) a escrever o endereço e, se possível, deixe ser ele(ela) a digitar (com a sua ajuda) o endereço eletrónico. Quando se inicia a leitura de uma das histórias é necessário escrever o nome do jogador. Ajude o(a) seu(sua) filho(a) a escrever o nome. 
Em alguns jogos são propostas atividades para as quais é necessário usar papel e lápis. Esta informação é sempre dada antes de começar a audição da história. Durante os jogos, é explicado ao seu(sua) filho(a) o que deve fazer. Estas atividades implicam sempre o envolvimento dos pais.


quarta-feira, 1 de julho de 2015

Os 3 Grandes Erros da Escola



Ainda hoje falei sobre este assunto e encontro este maravilhoso texto.


3 GRANDES ERROS DA ESCOLA

Um dos aspectos que tem vindo a ser cada vez mais criticado no sistema escolar actual, passa pela dificuldade em acompanhar e acolher a individualidade dos alunos. Com o ritmo, metas e as estratégias pedagógicas adoptadas, a diferença nas crianças rapidamente se transforma numa limitação. A escola organiza-se de forma padronizada, com uma estrutura rígida e pouca margem para adaptações e ajustes em sala de aula. Favorece essencialmente a repetição e a imitação, ambos sinónimos de pouco envolvimento.  Estamos assim a ensinar às nossas crianças que o bom, é ser e fazer igual. Viver normalizado. Ser um aluno de sucesso, fecha-se em limites rígidos de como agir.
Com pouca margem para compreender a realidade emocional e afectiva das crianças, não existem condições para gerir os seus ritmos pessoais e investir na sua motivação. A criatividade e os gostos e/ou talentos pessoais dos alunos passam para segundo plano. Quem não se adapta, fica naturalmente integrado no grupo dos alunos sem ou com pouco sucesso escolar que, aqui entre nós, felizmente tem vindo a crescer. Talvez seja sinal de que já não é assim tão fácil formatar as crianças de hoje. Talvez tenham mais força para resistir…
2. Viver o presente da criança focados no seu futuro

O segundo erro que mais me assusta na escola é a forma como esta olha para a criança e a sua infância. A forma como vê as suas experiências e vivências presentes. Na realidade, integrar uma criança na escola, é iniciar-lhe um treino intensivo para que um dia possa ser o homem ou a mulher que ainda não é. A criança é vista como um projecto inacabado.
Importa o que ela um dia vai ser, como se não fosse já uma pessoa inteira. Retiramos-lhe, assim, o que ela tem de mais precioso na vida,  o “agora”. À semelhança do burro que caminha atrás de uma cenoura que nunca irá alcançar, também nós adultos fazemos o mesmo. Sacrificamos constantemente o nosso presente em nome de algo que não existe, e que há de vir (se tudo correr bem). Fazer isto às nossas crianças é ainda mais cruel. É de alguma forma, retirar-lhes parte da sua infância. Acresce a esta “visão” a lógica de que a criança tem que rentabilizar e “retribuir” à sociedade o investimento que é feito sobre si. Daí a necessidade de rapidamente a tornar eficaz e produtiva, o que de resto se reflecte nas avaliações a que começa desde logo a ser sujeita e de acordo com as quais passa desde logo a ser valorizada e classificada. Recaem sobre os nossos filhos o peso das expectativas e a angústia do possível fracasso. Da parte da criança, a resistência a essa integração forçada e “cobrança” precoce, traduz-se muitas vezes em comportamentos de desajuste, agressividade e rejeição das regras “dos adultos”.
 3. Acreditar que o sucesso escolar é preditivo de sucesso no futuro
Este terceiro erro atribuo-o essencialmente a nós, pais. A passividade com que por vezes aceitamos a forma de vida na qual estamos integrados, leva-nos a assumir, para nós mesmos, medos, angústias e crenças que a experiência, a ciência, ou a simples observação da realidade nos provaram estar erradas. Sucesso escolar não é sinónimo de felicidade.

Sucesso escolar não é sinónimo de sucesso na vida adulta. Podemos, sim, considerar que eventualmente trará melhores oportunidades de trabalho, de remuneração, de carreira promissora. No entanto, é tão fácil encontrar pessoas com carreiras brilhantes mas que escondem depressões, tristeza e insatisfação com as suas vidas, quanto é fácil encontrar pessoas com trabalhos simples, um orçamento apertado, mas que vivem o seu dia-a-dia com alegria, carinho e plenitude.
Quando nós, pais, passamos a acreditar que o sucesso dos nossos filhos se traduz em boas notas, esquecendo que o sucesso está em aprender (porque os nossos filhos estão suficientemente saudáveis e felizes para o fazerem), validamos as avaliações e passamos a atribuir aos nossos filhos um valor em números. Valor esse que nos chega da escola. Saímos do registo saudável do “aprender pode ser bom e saboroso” para o “ter boas notas é importante para o futuro”. Para termos melhores alunos, é no gosto pela aprendizagem que devemos focar-nos, e não tanto na avaliação dos resultados. O que acontece actualmente é que o desejo natural de aprender é “sufocado”, por um sistema desadequado, competitivo e excessivamente exigente. E as nossas crianças entram rapidamente numa corrida desenfreada mas sem rumo, como se de ratinhos numa rodinha se tratassem. Como se isso fosse, um dia, fazê-las feliz.
Há que considerar que no primeiro ciclo, a criança encontra-se numa fase de grande desenvolvimento emocional e vive uma série de conflitos intrapsíquicos que exigem compreensão, aceitação e validação do seu “sentir”. Contrariamente, a escola põe o foco em aprendizagens racionais e passa a mensagem de que importante não é sentir, nem pensar, mas receber do outro o que já está “colectivamente” pensado. O que nós, pais, deveríamos ter como principal preocupação seria que os nossos filhos ultrapassem estes desafios emocionais com sucesso.  Isso sim, é um bom preditivo de uma vida adulta saudável. E uma vida adulta saudável é preditiva de relacionamentos saudáveis, uma boa auto-estima, uma grande vontade de construir e de contribuir positivamente para o próprio e para a vida das pessoas à sua nossa volta. Pessoalmente, é a isto que eu chamo sucesso. As consciências estão a mudar.
É preciso refletir se as escolas de hoje não continuarão a servir um propósito de ontem, estruturando-se como fábricas de trabalhadores, para uma organização social que entretanto já mudou. Este modelo de escola foi importante, até fundamental, durante um período da nossa história. Entretanto, a estrutura social e as consciências continuaram a evoluir. Não terá chegado a hora da escola fazer o mesmo?
A curiosidade por novos modelos pedagógicos tem vindo a crescer. A procura de colégios seguidores do Método Montessori, da Pedagogia Waldorf ou Movimento da Escola Moderna, são alguns exemplos. Uma curiosidade crescente, mas ainda com pouca projecção a nível nacional.
No entanto, parece-me que não deixará de marcar a sua posição, numa altura em que pais e professores se sentem desconfortáveis com a realidade actual. “A ver vamos…”
Eu quero acima de tudo, que a minha filha seja feliz, hoje e sempre.
Por Ana Guilhas, Psicóloga Clínica


sábado, 27 de junho de 2015

Alimentação

Se tem em casa uma criança que come pouco, então as dicas que vou dar talvez ajude.
Quando for comprar os alimentos frescos, deve levar os miúdos. Quando estiver a cozinhar, os miúdos devem estar a assistir (sei que não é fácil mas não custa tentar).
Os bebés devem ser estimulados a descobrir sabores diferentes desde que começam com a alimentação sólida (comida com tempero). Isso faz com que eles aprendam a apreciar a boa comida e se acostumem a comer vegetais, fruta….
Defina horários. Uma rotina alimentar é essencial para que a criança se acostume e entenda a importância do momento de comer e para que o organismo sinta fome nas horas devidas.

·      Distrair sim , mas não muito- Se o seu filho faz birras para comer, podemos sempre distraí-lo, contando uma história e só em ultimo recurso utilizar a televisão.
·      Insista-apenas o suficiente- Se a criança já não quer comer, insista só mais duas ou três vezes.
·      A família deve fazer a refeição toda reunida- onde os filhos percebam que fazem parte de uma atividade onde o pai, a mãe e eles estão envolvidos. Comem também através do exemplo, vendo o que os adultos colocaram no prato como os brócolos, o tomate, a alface…
·      Invista no sabor dos alimentos- Ninguém gosta de comer comida sem gosto. Com as crianças acontece o mesmo, devemos utilizar ingredientes naturais e bem temperada (utilizem a flor de sal e ervas aromáticas).
·      Nunca compensar com Doçarias- Se o seu filho não comeu bem, não devemos dar doces para que ele coma. Deixe que ele fique com um pouco de “fome” até à próxima refeição- é provável que ele coma melhor com a barriga a “roncar”.
     Se tiver tempo e jeito deixo abaixo um exemplo divertido que pode fazer para o seu filho comer uma maçã.





segunda-feira, 15 de junho de 2015

Diploma Melhores Professores

O ano letivo finalizou, nada melhor do que oferecer um diploma para os Melhores Professores.




quinta-feira, 4 de junho de 2015

Vamos Trazer o Vitinho de Volta

Passados tantos anos o Vitinho deixou saudades, vamos trazer o Vitinho de volta para que as nossas crianças passem a adormecer a horas certas, porque é isso que hoje em dia faz muita falta. Sonhos Lindos, Adeus e até amanhã!



segunda-feira, 1 de junho de 2015