As ideias apresentadas neste blog são meramente indicativas e não terapêuticas.
Cabe portanto, aos pais, a procura de ajuda especializada e adequada.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Carta a tod@(s) @s Pais, "Natais", ou não....

Partilho convosco um texto escrito pela Rita Castanheira Alves.


Carta a tod@(s) @s Pais, “Natais”, ou não...


Querid@s P@is,

neste Natal e porque na maioria dos dias até me fui portando bem, agradeço que consigam fabricar com a ajuda dos vossos duendes, sejam eles mais velhos, mais novos, mas acima de tudo que vos ajudem realmente, os seguintes presentes:

- UOLHAR sério, presente, verdadeiro, que estabeleça mesmo contacto com o olhar dos vossos filhos durante mais de 10 minutos e apenas para olhar, ver e observar;
USORRISO, daqueles grandes, que sei que têm e já vi, de satisfação, orgulho e agradecimento pelos vossos filhos serem da melhor forma que conseguem ser, por cada momento pequenino em que foram tão bons para vocês;
UABRAÇO grande, apertado, bem juntinho, até os vossos filhos dizerem: “- Ai mãe/pai estás a apertar muito!”, acompanhado de todo o carinho de p@is, e que eles tantas vezes me mostram que podia ajudar;
- Uma TARDE ENORME, de filmes, brincadeiras, correrias, preguiça ou cócegas em que o que mais conta é estarem com os vossos filhos e só com eles, mostrando que desligam o telemóvel, que o deixam no quarto, que não haverão computadores e que só vocês interessam;
- Uma GARGALHADA das grandes, duas ou três, de diversão com os vossos filhos;
UELOGIO, ou dois ou três, ou os que quiserem, bem verdadeiros, mesmo que pequeninos e sem: “- pois, hoje está tudo bem, mas no outro dia...”
UPEDIDO DE AJUDA na cozinha, a dobrar roupa, para encaixar qualquer coisa, seja o que for, é preciso é que os vossos filhos sintam que são úteis e que vos ajudam;
- U“OBRIGAD@” por tudo e por qualquer coisinha;
- UQUESTIONAMENTO INTERNO de si para si: conheço @ meu filh@? Do que gosta? Do que não gosta? O que @ diverte? Qual a cor favorita? Que música ouve? Que brinquedos prefere?;
- Um JOGO de perguntas e respostas em que a premissa é conhecerem-se melhor;
- Uma REVELAÇÃO séria e importante que será feita depois de um dia bom, ao deitar: Gosto muito de ti;
- Um PEDAÇO DE TEMPO só para si (mais do que 5 minutos!), pai/mãe, para relaxar, descansar, respirar e cuidar de si.

Se possível, e não for pedir muito, que os presentes possam repetir-se com a regularidade possível durante todo o ano.  
Qualquer dúvida, ajuda ou coragem no fabrico dos presentes é só escrever de volta.

Um Feliz Natal, 
Rita Castanheira Alves

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Postais

Recebi de uma amiga de França uma carta de uma turma de alunos com idades compreendidas entre os 6 e os 10 anos, a pedirem Postais dos 4 cantos do mundo para um trabalho de escola.
De Portugal já saíram dois.




quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Legos

Os Legos são um meio de partilha de tempo com os nossos filhos.Ajudam na concentração, trabalham a motricidade fina e produzem alegria. Deixo-vos com um trabalhinho feito a meias com o meu filho Miguel.




sexta-feira, 16 de outubro de 2015

O Poder Mágico dos Abraços

Se os olhos são "o espelho da alma", os braços são os seus fieis executores. Os braços recebem, contêm. Podem apertar, aprisionar, mas também podem libertar, deixando vir e deixando ir, ao ritmo do bebé, da criança, do adulto. Com os (a)braços abrimo-nos ao outro e aceitamos recebê-lo e acolhê-lo em nós. Com os braços dizemos coisas simples como "eu estou aqui", "aceito-te como és" e "quando fores, levarás este sentir dentro de ti".
É por isso que devemos abraçar os nossos filhos. É por isso que nos devemos deixar abraçar. É por isso que os abraços são uma das melhores coisas do mundo. No abraço está a sintonia, a comunhão, o corpo rendido. E é por isso que os braços, têm um especial poder mágico. Não esquecendo, porém, que também com os olhos, o sorriso e a escuta, se pode abraçar a Alma de outro alguém. 
Mas, estes mesmos braços, podem ainda viver em si fantasmas do passado e ansiedades do futuro. Só isso explica as inúmeras vezes que ainda se ouve dizer às mães: "não dês muito colo, olha que o bebé fica mal habituado" (como quem diz "cuidado com esse pequeno devorador de carinho"). Só isso explica que se guardem os abraços, "religiosamente", para momentos específicos (casamentos, funerais, aniversários, etc), como se fosse necessário prevenir uma eventual escassez deste bem precioso. E também existem os braços que empurram, e empurram, e por mais que a criança volte (porque não é o seu tempo), os braços repetem para si mesmos "é importante autonomizar a criança". Como se a autonomia de um Ser nascesse do desejo do outro (mãe/pai) e não de si mesmo (um contra senso).
Não deixe que os seus braços tenham medo, não deixe que os seus abraços sejam ansiosos mas, principalmente, não deixe que os seus braços estejam paralisados (por uma qualquer razão). O maior desafio não está em mudar, está em fazer escolhas. As nossas escolhas. Mas é também aí que está o maior poder. Na escolha do que queremos ser, ter e dar. E nós pais, devemos perguntar a nós mesmos, como é que nos deixamos tocar. O que diz a nossa pele quando é tocada por outra pele? Como, e quem, é que eu abraço? Como, e por quem, me deixo abraçar? 

E com as respostas a estas perguntas, podemos querer continuar, ou aprender, a fazer "magia". 

Um abraço bem apertadinho.


domingo, 4 de outubro de 2015

Musica dedicada aos filhos

Existem músicos com um Dom e conseguem compor musicas maravilhosas dedicadas aos seus filhos.Esta do Stevie Wonder é uma delas, dedicada à sua filha Aisha Morris.





Ela não é adorável?
Ela não é maravilhosa?
Ela não é preciosa?
Menos de um minuto de idade
Nunca imaginei que através do amor estaríamos
Fazendo alguém tão adorável quanto ela
Mas ela não é adorável? Feita de amor.


sexta-feira, 2 de outubro de 2015

A Importância da Aprendizagem Musical

Os benefícios das aulas de música são vistos desde os primeiros anos escolares.A música é reconhecida por muitos pesquisadores como uma espécie de modalidade que desenvolve a mente humana, promove o equilíbrio, proporcionando um estado agradável de bem-estar, facilitando a concentração e o desenvolvimento do raciocínio, em especial em questões reflexivas voltadas para o pensamento filosófico. Segundo estudos realizados por pesquisadores alemães, pessoas que analisam tons musicais apresentam área do cérebro 25% maior em comparação aos indivíduos que não desenvolvem trabalho com música, bem como aos que estudaram as notas musicais e as divisões rítmicas, obtiveram notas 100% maiores que os demais colegas em relação a um determinado conteúdo de matemática. Com base em pesquisas, as crianças que desenvolvem um trabalho com a música apresentam melhor desempenho na escola e na vida como um todo e geralmente apresentam notas mais elevadas quanto à aptidão escolar. A valorização do contacto da criança com a música já era existente há tempos, Platão dizia que “a música é um instrumento educacional mais potente do que qualquer outro”. Hoje é perfeitamente compreensível essa visão apresentada por Platão, visto que a música treina o cérebro para formas relevantes de raciocínio.Eis então uma reflexão para pais e principalmente educadores, buscando inserir a música no seu planeamento, bem como criar estratégias voltadas para essa área, incentivando a criança a estudar música, seja através do canto ou da prática com um instrumento musical, isso desde a educação infantil.

Por Elen Campos Caiado
Graduada em Fonoaudiologia e Pedagogia
Equipe Brasil Escola.