- « Sou capaz.»
- « Os meus contributos são significativos e necessitam genuinamente de mim.»
- « Posso influenciar o que me acontece.»
- « Os meus sentimentos são importantes e confio em que sou capaz de aprender com os meus erros.»
- « Sou capaz de fazer amigos. Sei dizer o que penso, escutar, cooperar, partilhar e negociar para obter o que quero.»
- « Podem confiar em mim e digo a verdade. As coisas nem sempre correm desejo mas sei adaptar-me.»
- « Procuro resolver os meus próprios problemas, mas sei que, se precisar de ajuda, posso pedi-la.»
As ideias apresentadas neste blog são meramente indicativas e não terapêuticas.
Cabe portanto, aos pais, a procura de ajuda especializada e adequada.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019
Sete Características das Crianças com Desenvolvimento Positivo
domingo, 11 de fevereiro de 2018
segunda-feira, 31 de julho de 2017
Simplificar a Infância
Porque complicamos quando podemos simplificar. Hoje as
nossas crianças estão expostas a um fluxo constante de informações que não são
capazes de processar. São forçadas a um crescimento rápido, já que os pais
depositam demasiadas expectativas sobre elas, forçando-as a assumir papéis que
realmente não condizem com a realidade infantil.
Todos os pais querem dar o melhor aos filhos. E pensam que,
se o pouco é bom, o muito só pode ser melhor. Assumindo por vezes uma
paternidade superprotetora , forçando os filhos a participar numa infinidade de
atividades, que em teoria , os ajudam a preparar para a vida.
Como se isso não fosse suficiente, ainda enchem o quarto com
imensos livros, dispositivos eletrónicos e brinquedos.
E tudo o que é demais é exagero, as crianças ficam
sobrecarregadas, brincam superficialmente e facilmente perdem o interesse
imediatista nos brinquedos e ambiente, não sendo estimuladas a desenvolver a
imaginação.
Estando sobrecarregadas, também não têm tempo para explorar,
refletir e libertar as energias.
As crianças nas últimas duas décadas têm vindo a perder horas
de tempo livre por semana, mesmo a escola e os jardins infantis assumiram uma orientação
mais acadêmica.
Cresci num tempo, em que as crianças não precisavam de um
animador e criávamos as nossas próprias brincadeiras.
A melhor maneira de proteger a infância é dizer “não” para
as diretrizes que a sociedade pretende impor. É preciso que as crianças sejam
crianças, isto é, simplificar a infância:
Ø
Não encher as crianças de atividades extracurriculares
, que a logo prazo não vão ajudá-las em nada.
Ø
Deixar tempo livre para elas brincar, de
preferência com outras crianças, ou com jogos que estimulem a criatividade e
não jogos já estruturados.
Ø
Passar tempo de qualidade com elas é o melhor
presente que os pais podem dar “ Para estar nas melhores lembranças dos filhos
Amanhã, os pais têm que estar na vida deles Hoje!”
Ø
Garantir tempo suficiente de sono e descanso.
Ø Simplificar o ambiente, apostando em menos
brinquedos e que estes realmente estimulam a fantasia.
Ø
Reduzir as expectativas sobre o desempenho,
deixe que elas sejam simplesmente
crianças.
E não se esqueça uma criança triste será um adulto infeliz.
quarta-feira, 12 de abril de 2017
Pais Maus
O texto abaixo foi entregue pelo professor de Ética e
Cidadania da escola Objetivo/Americana, Sr. Roberto Candelori, a todos os
alunos da sala de aula, para que entregassem a seus pais. A única condição
solicitada pelo mesmo foi de que cada aluno ficasse ao lado dos pais até que
terminassem a leitura.
(Dr. Carlos Hecktheuer – Médico Psiquiatra)
Um dia quando os meus filhos forem crescidos o suficiente
para entender a lógica que motiva os pais e mães, eu hei de dizer-lhes:
Eu amei-vos o suficiente para ter perguntado aonde vão, com
quem vão e a que horas regressarão.
Eu amei-vos o suficiente para não ter ficado em silêncio e
fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.
Eu amei-vos o suficiente para vos fazer pagar os rebuçados
que tiraram do supermercado ou revistas do jornaleiro, e vos fazer dizer ao
dono: “Nós tiramos isto ontem e queríamos pagar”.
Eu amei-vos o suficiente para ter ficado em pé, junto de
vocês, duas horas, enquanto limpavam o vosso quarto, tarefa que eu teria feito
em 15 minutos.
Eu amei-vos o suficiente para vos deixar ver além do amor
que eu sentia por vocês, o desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos.
Eu amei-vos o suficiente para vos deixar assumir a
responsabilidade das vossas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras
que me partiam o coração.
Mais do que tudo, eu amei-vos o suficiente para vos dizer
NÃO, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso (e em alguns momentos
até odiaram). Estas eram as mais difíceis batalhas de todas.
Estou contente, venci… Porque no final vocês venceram
também! E qualquer dia, quando os meus netos forem crescidos o suficiente para
entender a lógica que motiva os pais e mães; quando eles lhes perguntarem se os
seus pais eram maus, os meus filhos vão lhes dizer:
Sim, os nossos pais eram maus. Eram os piores do mundo… As
outras crianças comiam doces no café e nós só tínhamos que comer cereais, ovos,
torradas.
As outras crianças bebiam refrigerante e comiam batatas
fritas e sorvetes ao almoço e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne,
legumes e frutas.
Nossos pais tinham que saber quem eram os nossos amigos e o
que nós fazíamos com eles.
Insistiam que lhes disséssemos com quem íamos sair, mesmo que
demorássemos apenas uma hora ou menos.
Nossos pais insistiam sempre connosco para que lhes
disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade.
E quando éramos adolescentes, eles conseguiam até ler os
nossos pensamentos. A nossa vida era mesmo chata!
Nossos pais não deixavam os nossos amigos tocarem a buzina
para que saíssemos; tinham que subir, bater à porta, para que os nossos pais os
conhecessem.
Enquanto todos podiam voltar tarde da noite com 12 anos,
tivemos que esperar pelo menos 16 para chegar um pouco mais tarde, e aqueles
chatos levantavam para saber se a festa foi boa (só para verem como estávamos
ao voltar).
Por causa dos nossos pais, nós perdemos imensas experiências
na adolescência.
- Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em
atos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum
crime.
“FOI TUDO POR CAUSA DOS NOSSOS PAIS!”
“Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos a
fazer o melhor para sermos “PAIS MAUS”, como eles foram.
EU ACHO QUE ESTE É UM DOS MALES DO MUNDO DE HOJE:
NÃO HÁ PAIS MAUS SUFICIENTES”!
segunda-feira, 12 de setembro de 2016
sexta-feira, 1 de julho de 2016
Os Filhos
Os vossos filhos não são vossos filhos.
São os filhos e as filhas da nostalgia da vida por si mesma.
Eles vêm por meio de vós mas não de vós,
Podeis dar-lhes o vosso amor, mas não as vossas ideias,
pois eles possuem as suas próprias ideias.
Podeis abrigar os seus corpos mas não as suas almas,
Pois as suas almas habitam nas moradas do amanhã,
que nem nos vossos sonhos podeis visitar.
Podeis esforçar-vos para vos tornardes como eles,mas não procureis torná-los como vós.
Pois a vida não vive no passado nem no ontem se detém.
Vós sois os arcos de onde, como flechas vivas, os vossos filhos serão lançados.
O arqueiro vê a presa no percurso do infinito e dispara com toda a força para que as suas flechas partam ligeiras e cheguem longe.
Que a vossa inflexão na mão do arqueiro se destine à alegria;
pois tal como ele ama a flecha que voa, também ama o arco que é estável.
Por : Khalil Gibran ( Livro : O Profeta )
terça-feira, 7 de junho de 2016
Cozinha Divertida
A Cozinha pode ser um lugar divertido e ao mesmo tempo pedagógico para os nossos filhos. Além de desenvolverem as habilidades culinárias, traz também outras vantagens, como o prazer de comer uma receita preparada por eles e aprender a provar novos alimentos. Mas o mais importante, é ajudar os Pais, dando valor ao trabalho que dá a preparação de uma refeição. Não se esqueçam, as crianças devem estar na cozinha sempre com a supervisão do adulto.
terça-feira, 26 de abril de 2016
A Pressão dos Pais
Apesar de não ser adepto de Futebol, fizeram-me chegar o texto abaixo para eu ler. Achei curioso a maneira como um dos melhores futebolistas da sua geração, lidou e lida com o futebol. Quando muitos dos pais querem que os filhos sejam aquilo que eles não conseguiram ser ou que sonhavam ser,conseguindo com isso apagar por completo a pessoa que realmente os filhos são, este pai simplesmente fez o contrário.
Devemos deixar que os nossos filhos sejam livres para escolher o que querem ser e assim teremos adultos mais felizes e realizados.
De salientar, que os seus filhos já deixaram o futebol.
Aos 47 anos, Gabriel
Batistuta revelou que quem entrar em sua casa, jamais imaginará, caso não o
conheça, que foi futebolista, muito menos o melhor marcador de sempre da
seleção argentina.
"Em minha casa nunca se
falou de futebol. Se entrares lá e não me conheceres, não imaginas que fui
futebolista. Não há troféus, medalhas ou sequer uma foto: nada. Nunca quis que
os meus filhos ficassem loucos por futebol. Os quatro jogaram na Reconquista
[clube da terra natal] mas nunca fui vê-los", afirmou Batistuta em
entrevista à revista Gente da Argentina, por ocasião de um torneio de golfe
solidário que o próprio organizou.
A ex-vedeta argentina contou
não só nunca ter ido ver um jogo de futebol dos filhos, como nunca lhes ter
mostrado qualquer vídeo das suas exibições. "Há uma semana, Shamel, o meu
filho mais novo, de 12 anos, disse-me que eu fazia bons golos de livre e de
penálti. Fez-me rir muito, porque foi procurar o meu nome no You Tube e
descobriu, então, alguns golos meus", afirmou.
"Nunca fui ver os meus
filhos porque não lhes queria meter pressão. Qualquer coisa que pudesse dizer
poderia influenciar e mudar tudo. Não sei se fiz bem ou mal, mas era o que
sentia. O meu pai também nunca foi ver os meus jogos e talvez por isso tenha
chegado onde cheguei: não tinha que lhe demonstrar nada", explicou o
histórico jogador, adiantando, de resto, que os filhos já deixaram o futebol.
"Fizeram-no quando se
aperceberam do sacrifício que implicava uma carreira", afirmou Batistuta,
dizendo ainda que o seu percurso ao mais alto nível também teve "mais
problemas do que prazer". "Dores, pressão, desgostos. Nunca quis que
isso passasse para minha casa."
sexta-feira, 1 de abril de 2016
O Efeito de Eva
O Pedro sentia-se abatido, desanimado com a vida. Não havia nada que o encantasse e lhe devolvesse o fulgor que a sua década de existência exigia. Foi então que apareceu a Eva, uma borboleta muito especial, com capacidade para transformar o mundo das crianças.
Vivemos tempos complicados para as nossas crianças, mas ainda bem que existem muitas Evas, que não sendo borboletas, são pessoas com uma sensibilidade fora de série e que tornam o dia-a-dia das nossas crianças muito melhor, a Diana Sousa é uma dessas pessoas.
Um livro para pais e filhos.
segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
A Adolescência...
Considero a infância uma fase muito importante e crucial no
desenvolvimento da personalidade. Se colocarmos na Infância limites e regras,
se respeitarmos, valorizarmos e amarmos os nossos filhos, reforçamos os seus
comportamentos positivos, então o autoconceito do adolescente é construído de
forma positiva, sentindo-se mais seguro, confiante e, consequentemente, com uma
autoestima mais elevada.Com uma autoestima elevada, os adolescentes sentirão mais
confiança em si próprios e terão mais capacidade para saber aquilo que querem e
o que devem ou não fazer. Os pais devem estar sempre atentos nesta fase a algum
comportamento que não seja normal e que esteja a ser demasiado repetitivo. O “Quem
sou eu?” é perfeitamente normal que
exista nesta fase. Todos os dias são uma nova descoberta interior (e também
exterior) para os adolescentes. Elogie o seu filho todos os dias,elogie as
coisas boas que ele fez, interesse-se pelo dia a dia dele e não se esqueça de
partilhar momentos.
Um adolescente feliz terá mais probabilidades de ser um adulto feliz.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
Uma Lição
Uma alcateia os 3 primeiros são os mais velhos ou os doentes e marcam o ritmo do grupo. Se fosse ao contrário, seriam deixados para trás e perderiam o contacto com a alcateia. Em caso de emboscada serão sacrificados. Seguem-se os 5 mais fortes. No centro seguem os restantes membros da alcateia, e no final do grupo seguem os outros 5 mais fortes. Em último, sozinho, segue o lobo alpha. Controla tudo desde a parte traseira. Nessa posição consegue controlar todo o grupo, decidir a direcção a seguir e antecipar os ataques dos adversários. A alcateia segue ao ritmo dos anciões e sobre o comando do líder que impõe o espírito de entre-ajuda não deixando ninguém para trás.
O verdadeiro sentido da caminhada não é chegar primeiro...mas chegarmos JUNTOS...essa é a lição que devemos aprender ....

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
Na Educação das Crianças
Na Educação das crianças existem
‘ingredientes’ infalíveis, muito básicos e que com frequência passamos por cima. Reforçar a autoestima das
crianças, deixar que cometam erros ou não comparar a criança com outras são
alguns desses conselhos.
Existem outros, que não sendo básicos
também contribuem para a educação das crianças e com grande utilidade para os
pais.
Não devemos esquecer de uma coisa: as
crianças aprendem com a imitação do que as rodeia, por isso devemos dar o
melhor exemplo.
Se criticamos muito a criança, a
primeira coisa que ela aprenderá no futuro é julgar, mas se a elogiarmos com
regularidade ela aprenderá a se valorizar.
Se rebaixarmos uma criança com
frequência, ela será tímida.
Se o ambiente familiar é amigável e a
criança se sente útil, ela aprenderá a encontrar amor no mundo.
Sempre que uma criança nos faz uma
pergunta ou um comentário, devemos escutar e responder.
Quando falarmos com os nossos filhos devemos
fazer da melhor maneira, devemos dar o melhor que existe em nós.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
O Acendedor de Estrelas
Abre o livro no parapeito,
Na janela ao fim do dia.
Olha bem para o céu
E diz-me se há magia.
Espera um pouco,olha melhor
E agora?consegues vê-las?
Olha bem em teu redor
Eu sou o Acendedor de Estrelas.
Que este Natal o Acendedor de Estrelas encha o céu de estrelas de esperança para todas as crianças.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
Carta a tod@(s) @s Pais, "Natais", ou não....
Partilho convosco um texto escrito pela Rita Castanheira Alves.
Carta a tod@(s) @s Pais, “Natais”, ou não...
Querid@s P@is,
neste Natal e porque na maioria dos dias até me fui portando bem, agradeço que consigam fabricar com a ajuda dos vossos duendes, sejam eles mais velhos, mais novos, mas acima de tudo que vos ajudem realmente, os seguintes presentes:
- Um OLHAR sério, presente, verdadeiro, que estabeleça mesmo contacto com o olhar dos vossos filhos durante mais de 10 minutos e apenas para olhar, ver e observar;
- Um SORRISO, daqueles grandes, que sei que têm e já vi, de satisfação, orgulho e agradecimento pelos vossos filhos serem da melhor forma que conseguem ser, por cada momento pequenino em que foram tão bons para vocês;
- Um ABRAÇO grande, apertado, bem juntinho, até os vossos filhos dizerem: “- Ai mãe/pai estás a apertar muito!”, acompanhado de todo o carinho de p@is, e que eles tantas vezes me mostram que podia ajudar;
- Uma TARDE ENORME, de filmes, brincadeiras, correrias, preguiça ou cócegas em que o que mais conta é estarem com os vossos filhos e só com eles, mostrando que desligam o telemóvel, que o deixam no quarto, que não haverão computadores e que só vocês interessam;
- Uma GARGALHADA das grandes, duas ou três, de diversão com os vossos filhos;
- Um ELOGIO, ou dois ou três, ou os que quiserem, bem verdadeiros, mesmo que pequeninos e sem: “- pois, hoje está tudo bem, mas no outro dia...”
- Um PEDIDO DE AJUDA na cozinha, a dobrar roupa, para encaixar qualquer coisa, seja o que for, é preciso é que os vossos filhos sintam que são úteis e que vos ajudam;
- Um “OBRIGAD@” por tudo e por qualquer coisinha;
- Um QUESTIONAMENTO INTERNO de si para si: conheço @ meu filh@? Do que gosta? Do que não gosta? O que @ diverte? Qual a cor favorita? Que música ouve? Que brinquedos prefere?;
- Um JOGO de perguntas e respostas em que a premissa é conhecerem-se melhor;
- Uma REVELAÇÃO séria e importante que será feita depois de um dia bom, ao deitar: Gosto muito de ti;
- Um PEDAÇO DE TEMPO só para si (mais do que 5 minutos!), pai/mãe, para relaxar, descansar, respirar e cuidar de si.
Se possível, e não for pedir muito, que os presentes possam repetir-se com a regularidade possível durante todo o ano.
Qualquer dúvida, ajuda ou coragem no fabrico dos presentes é só escrever de volta.
Um Feliz Natal,
Rita Castanheira Alves
quinta-feira, 3 de dezembro de 2015
terça-feira, 10 de novembro de 2015
Postais
Recebi de uma amiga de França uma carta de uma turma de alunos com idades compreendidas entre os 6 e os 10 anos, a pedirem Postais dos 4 cantos do mundo para um trabalho de escola.
De Portugal já saíram dois.
quarta-feira, 21 de outubro de 2015
Legos
Os Legos são um meio de partilha de tempo com os nossos filhos.Ajudam na concentração, trabalham a motricidade fina e produzem alegria. Deixo-vos com um trabalhinho feito a meias com o meu filho Miguel.
sexta-feira, 16 de outubro de 2015
O Poder Mágico dos Abraços
Se os olhos são "o espelho da alma", os braços são os seus fieis executores. Os braços recebem, contêm. Podem apertar, aprisionar, mas também podem libertar, deixando vir e deixando ir, ao ritmo do bebé, da criança, do adulto. Com os (a)braços abrimo-nos ao outro e aceitamos recebê-lo e acolhê-lo em nós. Com os braços dizemos coisas simples como "eu estou aqui", "aceito-te como és" e "quando fores, levarás este sentir dentro de ti".
É por isso que devemos abraçar os nossos filhos. É por isso que nos devemos deixar abraçar. É por isso que os abraços são uma das melhores coisas do mundo. No abraço está a sintonia, a comunhão, o corpo rendido. E é por isso que os braços, têm um especial poder mágico. Não esquecendo, porém, que também com os olhos, o sorriso e a escuta, se pode abraçar a Alma de outro alguém.
Mas, estes mesmos braços, podem ainda viver em si fantasmas do passado e ansiedades do futuro. Só isso explica as inúmeras vezes que ainda se ouve dizer às mães: "não dês muito colo, olha que o bebé fica mal habituado" (como quem diz "cuidado com esse pequeno devorador de carinho"). Só isso explica que se guardem os abraços, "religiosamente", para momentos específicos (casamentos, funerais, aniversários, etc), como se fosse necessário prevenir uma eventual escassez deste bem precioso. E também existem os braços que empurram, e empurram, e por mais que a criança volte (porque não é o seu tempo), os braços repetem para si mesmos "é importante autonomizar a criança". Como se a autonomia de um Ser nascesse do desejo do outro (mãe/pai) e não de si mesmo (um contra senso).
Não deixe que os seus braços tenham medo, não deixe que os seus abraços sejam ansiosos mas, principalmente, não deixe que os seus braços estejam paralisados (por uma qualquer razão). O maior desafio não está em mudar, está em fazer escolhas. As nossas escolhas. Mas é também aí que está o maior poder. Na escolha do que queremos ser, ter e dar. E nós pais, devemos perguntar a nós mesmos, como é que nos deixamos tocar. O que diz a nossa pele quando é tocada por outra pele? Como, e quem, é que eu abraço? Como, e por quem, me deixo abraçar?
E com as respostas a estas perguntas, podemos querer continuar, ou aprender, a fazer "magia".
Um abraço bem apertadinho.

Escrito por Ana Guilhas, Psicóloga
domingo, 4 de outubro de 2015
Musica dedicada aos filhos
Existem músicos com um Dom e conseguem compor musicas maravilhosas dedicadas aos seus filhos.Esta do Stevie Wonder é uma delas, dedicada à sua filha Aisha Morris.
Ela não é adorável?
Ela não é maravilhosa?
Ela não é preciosa?
Menos de um minuto de idade
Nunca imaginei que através do amor estaríamos
Fazendo alguém tão adorável quanto ela
Mas ela não é adorável? Feita de amor.
Ela não é adorável?
Ela não é maravilhosa?
Ela não é preciosa?
Menos de um minuto de idade
Nunca imaginei que através do amor estaríamos
Fazendo alguém tão adorável quanto ela
Mas ela não é adorável? Feita de amor.
sexta-feira, 2 de outubro de 2015
A Importância da Aprendizagem Musical
Os benefícios das aulas de música são vistos desde os primeiros anos escolares.A música é reconhecida por muitos pesquisadores como uma espécie de modalidade que desenvolve a mente humana, promove o equilíbrio, proporcionando um estado agradável de bem-estar, facilitando a concentração e o desenvolvimento do raciocínio, em especial em questões reflexivas voltadas para o pensamento filosófico. Segundo estudos realizados por pesquisadores alemães, pessoas que analisam tons musicais apresentam área do cérebro 25% maior em comparação aos indivíduos que não desenvolvem trabalho com música, bem como aos que estudaram as notas musicais e as divisões rítmicas, obtiveram notas 100% maiores que os demais colegas em relação a um determinado conteúdo de matemática. Com base em pesquisas, as crianças que desenvolvem um trabalho com a música apresentam melhor desempenho na escola e na vida como um todo e geralmente apresentam notas mais elevadas quanto à aptidão escolar. A valorização do contacto da criança com a música já era existente há tempos, Platão dizia que “a música é um instrumento educacional mais potente do que qualquer outro”. Hoje é perfeitamente compreensível essa visão apresentada por Platão, visto que a música treina o cérebro para formas relevantes de raciocínio.Eis então uma reflexão para pais e principalmente educadores, buscando inserir a música no seu planeamento, bem como criar estratégias voltadas para essa área, incentivando a criança a estudar música, seja através do canto ou da prática com um instrumento musical, isso desde a educação infantil.
Por Elen Campos Caiado
Graduada em Fonoaudiologia e Pedagogia
Equipe Brasil Escola.
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